“A saudade é o amor que recusou morrer
Disseram-me que o tempo havia de levar a saudade. Enganaram-se. O tempo apenas lhe ensinou novas formas de existir. Porque a saudade não é ausência. É o amor que se recusou a morrer quando tudo o resto terminou.
O amor não tem funeral
Há funerais para os corpos, nunca para o amor. O amor não cabe num caixão, não se enterra nem se despede. Continua a viver na saudade, nas memórias, nos gestos e em tudo o que deixámos florescer juntos. Enquanto o coração guardar esse amor, ninguém parte por completo. O amor permanece, sempre.
O Pedro morreu. O amor não.
No dia em que o Pedro morreu, uma parte de mim morreu com ele. Mas houve algo que a morte não conseguiu levar: o amor. Esse ficou. Ficou na cadeira vazia, nas fotografias, no silêncio da casa e no meu coração. Há dias em que a saudade pesa mais do que a vida, mas até essa dor é uma prova de amor. Porque só sente uma ausência tão profundamente quem amou sem medida. O Pedro morreu. O meu amor por ele nunca morrerá.
Este é o lugar também é seu, use-o como lhe porvir. A minha intensão é únicamente a de ajudar a superar a dor com amor.
“A morte levou-me o filho dos braços. Nunca conseguirá arrancá-lo do meu coração.”
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