Quando a culpa fala…

Todos os pais que perderam um filho por suicídio conhecem esta voz.

“E se eu tivesse percebido?”

“E se naquele dia tivesse telefonado?”

“E se tivesse insistido mais?”

A culpa tenta convencer-nos de que tínhamos o poder de mudar aquilo que desconhecíamos.

Mas amar um filho nunca significou conseguir controlar toda a sua dor.

Nenhum pai ama menos por não ter conseguido impedir o impossível.

O amor continua intacto.

E é esse amor que merece permanecer, não a culpa.

💙

Rute Reis Figuinha 

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