Querido pai. Querida mãe.
Sei que a pergunta vive consigo desde o dia em que o seu filho partiu.
“Porquê?”
É uma pergunta sem descanso.
Pergunta ao céu.
Pergunta a Deus.
Pergunta aos médicos.
Pergunta aos amigos.
Pergunta a si próprio.
E, infelizmente, quase nunca encontra uma resposta capaz de aliviar a dor.
Quero dizer-lhe uma coisa que talvez ninguém lhe tenha dito.
Nem sempre existe um “porquê” que o coração consiga compreender.
A doença emocional pode esconder-se atrás de um sorriso.
Pode viver dentro de uma pessoa que ama profundamente a família.
Pode convencer alguém de que é um peso, quando na realidade era um tesouro.
O seu filho não partiu porque não o amava.
Partiu porque, naquele instante, deixou de acreditar que conseguiria suportar a própria dor.
São coisas muito diferentes.
Não carregue sozinho o peso de culpas que não lhe pertencem.
Continue a amar o seu filho.
Mas permita-se continuar a viver.
Porque o amor que sente por ele ainda pode transformar muitas vidas.
💙
Mãe
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