Amor, Auto-ajuda, Esperança, Gratidão, Luto, Morte, Pais, Pedro, Sinais

Uma injecção de oxigénio e amor no meu coração.

A vida tem-me ensinado que não podemos estar desatentos. Distraídos no tempo e envoltos em muita dor. Esta pode ser a única diferença entre seres um ser amargurado ou um ser livre de espírito e envolto de muita harmonia.

Sei que parece mais fácil ler e escrever do que colocar em prática no nosso dia-a-dia, mas eu não sou pessoa de desistir assim tão fácil do que me é difícil e todos os dias tento mais um pouco.

Sei que alguns de vós ao me ler vão pensar que…”Mas tu desististe disto…Desististe daquilo…”

Um parêntesis por favor!

Será que era mesmo aquilo que me fazia falta? Será que era tudo isso que eu deixei para trás que me iria transformar no que sou hoje?

Questões para as quais nem mesmo eu tenho a resposta, é um facto. Mas… Que importam agora essas respostas se eu me sinto muito melhor sendo o que sou hoje.

O desencarne do meu filho modificou-me! Cresci enquanto ser humano. Se tudo tem ou não uma razão de ser e de acontecer…bem…não sei. Mas que me tornei mais desperta e muito mais resiliente…há sem duvida que me tornei.

Aprendi que tenho o direito a chorar e a me sentir só por momentos, mas, o que eu não posso permitir é permanecer muito tempo nesses estágios.

Tudo tem peso, conta e medida…Lembram-se?

Não querendo tornar-me numa mártir e muito menos numa salvadora da Pátria, até porque na verdade até me sinto muitas das vezes um ser muito frágil, quando a dor me assombra…Deixem-me partilhar convosco um elixir.

Sabem que já há muito tempo que eu leio sobre tudo e isso naturalmente desperta em mim a curiosidade para saber se tudo o que eu leio é verdade.

Bem…Não obstante de muitos dos livros serem embora de escritores e casos reais diferentes, a verdade é que todos me dizem o mesmo.

“Os nossos mortos não morrem mesmo!”

Eles apenas caminham paralelamente ao nosso lado. Porque o amor deles bem como o nosso nunca morre e isso faz com que eles se sintam amados e lembrados.

Reparem! Não estou aqui para convencer ninguém. Cada um tem o seu livre arbítrio para querer escolher o caminho da crença ou da negação. Por isso obviamente que não levarei a mal se neste exacto momento não continuarem a ler o meu texto. Mas sejam educados por favor.

Muitos dos que me conhecem sabem o quanto eu sou um ser insaciável…Se algo não está claro o suficiente para eu aprender e compreender…Eu vou em busca de mais conhecimento.

E assim fiz.

Pesquisei e li muito sobre Psicografia.

Sabem o que é?

Eu explico.

A Psicografia (do grego, escrita da mente ou da alma), segundo o vocabulário espírita, é a capacidade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por Espíritos. É uma história ou uma escrita da alma.

Devo-vos dizer que também eu já fui como vocês, já pensei como vocês, mas a morte do meu filho Pedro fez-me despertar para algo maior.

“A continuidade do nosso amor!”

Então no passado dia 16 de Junho do presente ano, lá tomei a coragem e quis ter a certeza que realmente existe algo maior do que tudo isto que vivemos.

Pedi uma Carta Psicografada do meu filho Pedro para mim.

Dei somente o meu nome e o nome do meu filho, sem que soubessem de quem se tratava e nem de quem eu era e a carta começou assim…

“Posso ser eu a cuidar de ti agora mãe?

Deixas-me cuidar de ti aqui de cima?

Eu estou bem Mãe, mas…”

Bem… Ainda não será desta que vos partilho esta maravilhosa carta que teve inclusive direito à assinatura do meu filho Pedro após um ano do desencarne.

Percebem agora, porque eu me agarro à vida com esta força que me move e me alimenta?

Entretanto não me fiquei somente por aqui e procurei mais.

Mas…Não será desta vez que também vos partilharei, porque aguardo a autorização para tal efeito. Mas desta vez…O meu Pedro deu-me respostas ao mesmo tempo que eu ia colocando as questões. Pormenores que só nós dois sabíamos.

O que eu vos quero oferecer com este texto de hoje, é que tenham esperança.

Confiem!

Os vossos filhos e todos os entes queridos que já partiram, continuam vivos e mais perto de vós que podeis imaginar.

Permitam-me que vos diga mais ainda!

Hoje mesmo, enquanto refrescava por casa a ver um filme com o meu marido. Na posição no sofá onde eu me sempre sento, fico de costas para a porta da rua.

A minha porta tem janelas com vidros martelados e o sol incide através delas na parede em frente a nós.

Víamos um novo filme que estreou há dois dias na Netflix.

“A Velha Guarda”.

Para quem ainda não o viu, fica só este gostinho. É um filme que retrata a imortalidade.

Mas não é um filme lamechas qualquer. Tem de facto muitas mensagens para poderemos retirar.

Mas não é sobre o filme que vos quero falar.

Voltemos então à porta da minha casa, ao sol e à parede que fica de frente para a porta da rua.

Enquanto víamos o filme, uma sombra caminhou bem projectada na nossa parede. Pensámos que era alguém a passar na rua ou a chegar à nossa porta e olhámos os dois no mesmo instante para a porta.

E sabem o que vimos?

Nada! Absolutamente nada!

Levantámo-nos ambos dos sofás e caminhámos para a rua de forma a podermos ver alguém a afastar-se, mas não se encontrava ninguém na rua.

Olhámos um para o outro e o pensamento verbalizado foi o mesmo.

“O Pedro veio visitar-nos! Não estamos sós”. (Dito ao mesmo  tempo)

“Calma Nina, não tenhas medo, é tranquilo”. Dizia o meu marido.

Eu bem sabia que era tranquilo, mas podem imaginar o meu êxtase em me ser permitido tal sombra, acompanhada do meu marido?

Vocês têm a noção do quanto isto é maravilhoso sentir e poder ver com os nossos olhos?

Imagino que não.

Partilho somente porque quero deixar escrito tudo o que me é possível constatar que existe vida depois da morte física e sou imensamente grata aos seres, guias, anjos e Universo que me contemplam com tal energia.

E querem saber mais?

A mim já não foi a primeira vez que me aconteceu. Mas foi a primeira vez acompanhada do meu marido. E é a primeira vez que vos falo sobre isto.

Por isso vos digo…Se a força do amor me faz parecer uma louca perante a sociedade…Então, louca seja eu. Mas digo-vos… Sou uma louca muito mais feliz, porque o meu filho não só vive em mim, como vive bem perto de mim.

Permitam-se viver!

Permitam-se amar!

Permitam-se acreditar!

Com carinho,

A mãe do meu filho tem asas.

Foto de Rute Reis Figuinha

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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3 Comments

  1. Elisabete Dorotea says:

    Olá Rute😀, nós já nos conhecemos da sua página o meu filho tem azas e por vezes comento alguns dos seus textos ! Com este fiquei feliz! Muito muito! Porque, também tive essas experiências, já desde sempre que acredito que a vida é só uma passagem, também tive algumas psicografias do Pedro. E sinais, ah esses sinais que me acompanham até hoje, quase todos os dias! E digo as mesmas palavras, prefiro que me chamem de louca, viver, com as minhas filhas e marido, sorrir com elas e saber que o Pedro, e agora o meu pai que partiu á um ano e meio, estão ali no lugar que eu sei que será a nossa verdadeira casa. Um grande beijinho, a caminhada é longa, os momentos de maior dor, vão sendo cada vez mais espaçados, e dão lugar á certeza que eles estão conosco! Ali mesmo ao lado!

    1. Rute Reis Figuinha says:

      Tão bom querida mamã. Deixa-me de coração cheio. Beijinho enorme para si.

  2. Angelita says:

    Ficou uma curiosidade sobre o restante da carta….rsrsr

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