Auto-ajuda Depressão Esperança Sociedade

Tudo depende da nossa vontade!

Questionam-me diversas vezes como eu consigo.

“Como consegue a mãe, apesar da dor que carrega todos os dias no seu coração, ainda ter forças para ajudar quem precisa?”

Bem…

Muita coisa poderia eu aqui dizer, mas direi só uma ou duas.

A força da minha vontade reside num só pensamento.

Tudo depende da nossa vontade!

Da nossa capacidade em entender que na vida existem muitos factores que estão muito para além da nossa capacidade de impedir que eles aconteçam.

Eu acredito no poder da reencarnação. Acredito na missão da vida. Acredito que todos os seres renascem de modo a crescerem espiritualmente e que tudo o que vivemos, são lições para esse feito.

A morte do meu filho despertou-me para a realidade outrora desconhecida por mim. Ouvia e lia muitas vezes histórias sobre pessoas que desistiam de viver e apesar de não deixar de lamentar, eu seguia com a minha vida e não aprofundava o meu conhecimento nesta matéria.

Cá está aquela versão da típica frase, que tantas vezes ouvimos ou proferimos, revoltados com alguém que ousa desvalorizar a nossa tristeza.

“Só quem passa por isso é que pode dar valor, os restantes falam sempre de cor.”

Como já é do vosso conhecimento, hoje não penso mais assim. Não me fico somente pelo “Lamento” e procuro explicações, causas e motivos para levar um maravilhoso ser como um filho a colocar um termo na sua vida.

É importante referir ainda que apesar de na maioria dos meus textos, envolverem o meu filho, eles não deixam de dizer respeito a um pai, a uma mãe, tia, irmã, avó,  a um amigo. No fundo o que eu quero dizer é que eu me refiro a qualquer ser humano que sofre sozinho.

Todos nós sonhamos um dia sermos independentes ou virmos a ter filhos independentes. Verdadeiros homens do futuro, cidadãos do mundo. Mas no entretanto, da-mo-nos conta que nem sempre corre como desejamos. Não, porque não tenha sido tentado, mas também porque as acções dos outros têm consequências no modo como encaramos a vida e vice versa.

A verdade é que nos encontramos todos interligados e nenhum ser humano é totalmente indiferente ao outro.

O ser humano pode ignorar, pode-se afastar, fingir, agredir, contudo a sua presença é sempre notada. Seja por ele, seja pelo outro. É aqui que podes escolher entre seres mais um, ou a tal pessoa que faz acontecer.  Que marca pela diferença.

Neste momento e passados todos estes meses, vocês já se devem ter apercebido de qual caminho escolhi e irei tentar manter.

Se eu podia fechar-me? Isolar-me? Tornar-me amarga? Indiferente? Negativa?

Podia!

Que podia deixar-me  morrer. Podia tudo isto e muito mais. Mas não quero!

Não quero, porque só fazendo diferente, podemos realmente mudar a forma como encaramos a vida e sermos a ponte para muitas pessoas que escolhem somente existir e esquecem-se de viver realmente.

Ainda se lembra do que lhe disse acerca de sermos independentes? Se sim…

O que faz ainda dependente da tristeza e agarrado às opiniões alheias que não sabem porra nenhuma do que é viver num corpo e mesmo assim não se sentir gente?

Livre-se desse peso por favor!

Acredite quando lhe digo que as pessoas vão continuar a falar, seja porque a mãe desiste de viver, seja porque a mãe ganha mais força para lutar.

Sabe aquele ditado tão popular?

“Sois presos por ter cão e presos por não ter”.

Tudo o que vocês fizerem, e decidirem vai ser sempre criticado. Lembrem-se sempre disso! A vossa auto-estima é muito importante!

Dizer-vos que ela não pode falhar? Não estaria a ser justa, nem honesta comigo mesma e muito menos convosco. No entanto é fundamental  entendermos que somos seres em constante evolução e que é normal termos momentos em que nos sentimos fortes e poderosos e outros em que nos sentimos frágeis e sem forças para o mínimo lamento.

É mais urgente reagir no presente momento do que você pensa! A solidão não deve ser vivida sozinha. Ela deve ser verdadeiramente partilhada. Estamos perante uma época de isolamento obrigatório face ao Covid -19 e se já era difícil reagir no dia a dia quando você era livre e não sabia, nem quero imaginar agora. Privado da família, da vida social, dos amigos, dum abraço, beijos, afeto.

Não se distraia por favor!

É agora, mais do que nunca que vocês que são e estão numa fase depressiva, que devem procurar ajuda.

A irritabilidade tende a surgir, a frustração toma conta das vossas acções, a tristeza apodera-se da vossa mente e a falta de afeto isola-vos de todos os que o amam e lhe querem bem.

Não tenha vergonha!

Não tenha medo!

Não tenha receio!

Saiba que não tem que travar esta batalha sozinho. Não tenha medo de ouvir chamarem-no de louco, de idiota. Não tenha medo de ser considerado de fraco ou frágil. A sua vida depende sempre da forma como absorve cada palavra que lhe é dirigida.

A sua vida depende da sua atitude!

Viver ou morrer, depende de si também!

Olhe por si! Veja-se realmente! Orgulhe-se desse ser maravilhoso que tantas vezes perante um espelho, chora e sente-se o ser mais infeliz do mundo. Faça diferente do que tem feito até aqui.

Procure a ajuda que tanto precisa para de novo apreciar tudo o que a vida tem para lhe oferecer.

E é tanto meu Deus!

Com carinho e um enorme respeito por todos os que sofrem às mãos dos preconceitos e juízos de valor.

A mãe do meu filho tem asas.

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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