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Todos os dias são dias diferentes

Todos os dias são dias diferentes!

Todos os dias apesar de me levantar às 04:40 da manhã para mais um dia em cheio, são dias diferentes.

Apesar da rotina que tenho actualmente na minha vida, nenhum dia é verdadeiramente igual ao outro.

Nunca reajo da mesma forma à saudade que sinto do meu filho, nunca reajo da mesma forma ao som de um pássaro cantando enquanto tomo o meu café matinal.

Nem sempre o meu sorriso é partilhado com a mesma força, ou a força de um abraço me acalma a alma.

Todos os dias são diferentes porque todos os dias são únicos na sua essência, energia, na cor do céu na força do vento, na brisa do mar, no cheiro da terra molhada, nas pedras que encontras na calçada e acima de tudo na força das palavras.

Há dias em que uma simples partilha de uma frase nos enaltece e em outros nos derruba por completo. Passamos a não nos conhecermos a nós mesmos, porque temos estes altos e baixos que não nos deixam caminhar de forma segura.

É o que acontece quando nos falta um filho no nosso regaço.

É o que nos acontece quando todos os sonhos que tínhamos com ele desaparecerem para sempre, sem forma de negociação.

Não é nada fácil acreditem! Ter de gerir tudo o que nos assola a mente e o coração.

Por isso escrevo tanto. Para levar força a quem dela precisa, para levar a esperança a quem já não espera nada da vida. Escrevo para deitar para fora do meu peito toda a minha angústia e dor, de modo a não ficar estagnada no meu peito.

Já referi outras vezes que o nosso corpo manifesta-se como um filtro e se não tivermos a capacidade de coar tudo o que de ruim nos acontece, acabamos por apodrecer por dentro.

É por isso que eu escrevo para os que me lêem ou até para os que tem curiosidade em abrir a página digital:  https://omeufilhotemasas.pt/, somente para verem o grau do meu sofrimento.

Talvez para muitos esta página acabe sendo uma ferramenta de auxílio nas horas mais difíceis e se assim for, estarei cumprindo a minha missão.

Qual?

A de usar a minha dor para auxiliar outros que precisem de um ombro para chorar e desabafar.

Por isso sim!

Nem todos os dias são vividos da mesma forma, mas todos eles são vividos com gratidão!

Gratidão por estar viva!

Gratidão por poder observar o sol, as nuvens, a natureza que me rodeia, o rosto das pessoas que se cruzam diariamente por mim na rua. Gratidão por ter comida na mesa, por alguém cozinhar para mim, por um abraço que surge no meio do dia sem o pedir.

Gratidão por alguém durante o dia me dizer: “Rute, lembrei-me de ti.”

Gratidão por todos os sorrisos que me carregam de energia o meu coração.

Um amo-te, um gosto de ti, um és fixe, fazem parte do meu mantra diário e só posso ser grata por tal.

Viver a vida sempre com um sorriso nos lábios! – Lembram-se?

Com imensa gratidão por estar viva e poder receber e partilhar.

A mãe do meu filho tem asas

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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1 Comment

  1. Que continue sempre assim, Rute. Com altos e baixos mas sempre com um sorriso e com muita força para seguir o seu caminho. É um caminho difícil de percorrer mas que consigamos dizer, no fim da caminhada, que não ficámos pelo caminho e que conseguimos levar até ao fim a nossa missão.
    Beijinho de força.

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