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Tenho medo!

Os dias passam e a angustia teima em ficar, a dor essa persiste em me magoar com a tua ausência. Lembro-me de ti, o nó na garganta aparece e eu fico sem controlar as lágrimas que enchem os meus olhos de saudades Pedrocas.

Quase cinco meses. Cinco meses de ausência de um abraço, um beijo, um amo-te mãe e tudo isso despoleta em mim novamente um sentimento de revolta.

A mágoa aniquila a minha lógica e fico novamente sem chão. O processo do luto é mesmo instável. Uma memória, uma imagem, uma frase e volta tudo num turbilhão.

Como eu desejava que tivesses aqui comigo, connosco.

Onde estás meu querido?

Onde estás?

Tenho medo!

Tenho medo de pensar que poderei adoecer com depressão e acabar por morrer de tristeza.

Tenho medo de chegar ao final e perceber que apesar do numero de anos que caracteriza a minha idade, não conte para nada.

Tenho medo de chegar nesse patamar e concluir que morri aos 41 anos, no dia 24 de Maio de 2019.

A morte muda-nos!

Não há como não me sentir assim. Tu eras parte da minha vida, do oxigénio que eu preciso para respirar.

Tenho tantas saudades tuas meu amor.

Tu não as sentes, pois não? Só eu nesta maldita prisão, que se diz chamar de vida!

Desculpa! Só eu não. Os manos e o pai também.

E assim vivemos todos subjugados a um destino que não fui eu que escolhi.

Um destino que me foi imposto por ti meu amor.

Amo-te muito Pedrocas, mas tenho estes altos e baixos impelidos pela saudades que tenho tuas.

Com amor,

A tua mãe! A mãe do meu filho tem asas.

 

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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