Saudade

Razões para viver de Matt Haig

Hoje uma amiga minha que eu amo muito e que me tem ajudado imenso sem saber, a esquecer por breves momentos o peso que trago no meu coração e os pensamentos obscuros que me assombra a alma. Calma não falo de morrer ok? Falo de tristeza, amargura, mágoa, e de uma dor profunda.

Já vos falei que amo a vida e tudo o que ela comporta, mesmo com a morte do meu filho Pedro.

Tenho uma convicção que devo aproveitar o intervalo que a morte me dá. Deste modo vos garanto que não desperdiçarei esta oportunidade.

Mas voltando á minha amiga.

ela hoje partilhou comigo um livro que me deixou cheia de curiosidade e assim que pude tirei-lho da estante de livros dela e folhei-o.

Foi muito importante as primeiras quatro páginas e por isso vou partilhar aqui alguns dos trechos.

Espero sinceramente que se identifiquem com a explicação de Matt Haig, e que tenham curiosidade em ler o livro, porque vos garanto. É um livro que pode salvar vidas!

Quanto a mim só vai garantir que a viva ainda com mais intensidade,

Começa assim:

(…) Há 13 anos, eu sabia que isto não podia acontecer.

é que, estão a ver, eu ia morrer. Ou enlouquecer.

Não havia qualquer possibilidade de poder continuar por cá. Às vezes até duvidava se iria aguentar os próximos dez minutos. (…)

(…) Um dos principais sintomas da depressão é não se vislumbrar qualquer esperança. A inexistência do futuro. Em vez do túnel escuro cujas entrada e saída estão tapadas.(…)

(…) A existência deste livro é a prova factual de que a depressão é mentirosa. A depressão faz-nos pensar coisas erradas. (…)

(…) Porém a depressão propriamente dita não é uma mentira. É a experiência mais real que eu já tive na vida. Uma experiência invisível. Para as outras pessoas, às vezes, até parece uma coisinha de nada. Caminhamos com a nossa cabeça a arder, e ninguém consegue ver as chamas.(…)

(…) Quando se está deprimido, sentimos que estamos sozinhos e que mais ninguém está a passar exactamente por aquilo que nos está acontecer. Temos tanto medo de que os outros nos achem loucos que acabamos por interiorizar tudo. Temos tanto medo de que as pessoas nos ostracizem ainda mais, que acabamos por nos fechar na concha. E não falamos sobre o que se passa connosco, o que é uma pena, pois ajuda se falarmos sobre o assunto, ajuda à ligação com os outros, e também à ligação connosco próprios. (…)

(…) Eu acredito nisto. Em parte, foi através da leitura e da escrita que encontrei uma forma de me salvar das trevas.(…)

(…) O tempo cura. O túnel tem mesmo uma luz ao fundo, mesmo se éramos incapazes de a ver. Após a tempestade, vem a bonança. e as palavras, por vezes, podem mesmo libertar-nos.(…)

(…) a depressão é diferente para todos. Sente-se o sofrimento de forma diferente, em escalas diferentes, o que resulta em respostas diferentes. (…)

(…) Não existe uma forma certa ou errada de ter uma depressão, ou um ataque de pânico, ou pensamentos suicidas, Estas coisas simplesmente existem,(…)

Fica a partilha de um livro que me atrevo a dizer que deveria fazer parte do plano de leitura obrigatório nas nossas escolas, especialmente em jovens dos 13 aos 20 anos.

Aconselho absolutamente a sua leitura.

Com carinho,

A mãe do meu filho tem asas.

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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