Ansiedade Depressão Sinais Sociedade Suicídio Tristeza

Que grito de tormento grita a vossa alma!

Sinto-me muitas vezes impotente!
Chegam até mim relatos de tristeza profunda.
Chegam até mim desejos intensos de morte.
Chega de mansinho a impotência por trás de um olhar. De uma vida inteira de sofrimento.
Pessoas que sofrem abafadas por uma história de vida acorrentada à sobrevivência. Uma sobrevivência que as deixa ainda mais agoniadas, porque não sabem porque lutam tanto. Para quê! Por quem! Com que objectivo.
Entre tantos relatos, sempre as aconselho a viver! Enumero alguns motivos para continuarem as suas vidas.
Têm filhos! Têm netos! Têm maridos! Têm pais! Têm irmãos! Têm amigos! Têm uma vida.
Mas não chega!
Dizem elas…
Muitas agarram-se só ao dia em que a pessoa que consideram mais importante partirá.
Quando a pessoa tal partir… Já não faço mais falta e então será o momento de colocar o meu plano em prática!
Que engano! Que tremendo grito de agonia, grita esta alma.
Que prioridade tão falsa!
Porquê?
Porque a pessoa mais importante sois vós!
Vós que sofreis caladas, amarguradas, ofuscadas pela dor e o fingimento de que tudo está bem. De que se sentem realizadas.
Que mentira!
Que engano!
Que tremendo engodo!
Quando ireis perceber que vocês não precisam de ninguém, a não ser de vocês mesmos?
Não falo da perda para a morte!
Não falo da perda em vida!
Falo da perda de vocês mesmos.
Quando ireis arranjar a coragem de partilhar a dor com quem vocês amam?
Quando ireis arranjar a coragem de partilhar a dor com quem vos estende a mão?
Quando ireis perder a vergonha de sentir medo de procurar ajuda médica?
Pessoas que têm medo de pedir ajuda, mas não têm medo de morrer.
Pessoas que têm falta de coragem em abrir o seu coração, mas que têm coragem para se aniquilar.
Pessoas que não querem ferir nem preocupar a quem amam, com os seus pensamentos mais tenebrosos, mas que não têm problemas em ferir quem os ama com a morte.
Conseguem ver o paradoxo da questão?
Conseguem entender a ironia?
Conseguem ver a total hipocrisia em que vivem alguns seres humanos?
Se escrevo o que vos escrevo é mesmo para vos chocar!
Perdi um dos meus bens mais preciosos para a aniquilação do próprio ser humano e não pretendo que os vossos passem pelo mesmo!
Sim!
Aqueles a quem vocês juram amor todos os dias!
Aqueles a quem fizeram a promessa de sempre os proteger!
Onde fica a protecção, se os abandonarem???
A vida é uma merda! A vida é uma treta! A vida é dura! A vida é amarga! … Dizem vocês!
E como acham que é a morte?
Paraíso? Festas? Arraiais? Sossego? Anjos e penas?
Como acham que a vida passa a ser para quem vocês deixam ao abandono?
Parem!!!!
Por favor parem!!!!
Toda aquela energia que vocês usam para ocupar a mente no plano que irá colocar a vossa vida em risco… Utilizem-na para encontrarem colocar incentivo à vida.
Alimentem as dificuldades que vivem, com esperança.
Alimentem a vossa vida com o amor, a partilha, com o calor dos vossos.
Deixem a vida seguir o seu curso.
Não antecipem nada.
Não interrompam a vossa missão.
Não obstruam o vosso amor próprio com incertezas.
Sabiam que a maioria das pessoas que conseguem aniquilar-se, momentos antes arrependem-se do acto?
Mas não vão a tempo.
Porque é tarde demais!

Pensem nisto que vos escrevo, sem enumerar nomes, vocês sabem bem quem são.
Peçam ajuda!
Lutem até morrer, mas de morte natural.

Com preocupação e muito respeito,
A mãe do meu filho tem asas.

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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