Amor, Luto, Morte, Pedro, Saudade, Sinais, Tristeza

Quando te sentes sozinha na tua amargura

Uns dias tenho força, outros a força abandona o meu corpo e eu fico perdida no meio de tanta dor.

Uma dor que me consome até à alma.

Uma dor que me tira a calma que eu preciso para me mexer e viver.

Tenho momentos que me sinto tão só no meio dos meus pensamentos e recordações.

Tenho momentos que sinto que só eu o lembro e verbalizo. Que sinto demais a falta dele na minha vida. Digo isto, porque os que me rodeiam falam unicamente no que ele gostava, fazia, pensava e dizia, mas tudo quase como num modo presente. E eu…

Eu tenho a necessidade de falar dele na morte. Tenho a necessidade de falar que tenho demasiadas saudades do meu filho. Tenho a necessidade de dizer que ficaram muitas coisas por fazer e que outras já nem penso em realiza-las sem a sua presença física, porque não simbolizam mais o mesmo. Doi-me demais sentir-me tão sozinha no meio de tanta gente.

Tenho momentos que caio numa realidade que nenhum sinal vindos dos céus, chega para acalmar o meu coração sofrido.

Eu sei que vos digo muitas vezes, queridas mamãs para apaziguarem a vossa dor e relembrar que somente perante um coração sereno, conseguiremos fazer com que o escudo da agonia e tristeza que nos envolve seja quebrado, permitindo assim aos nossos anjos comunicarem connosco através de sinais que para o nosso coração de mães faz todo o sentido.

Hoje mesmo enquanto estava no Hall de entrada da minha casa e observava o meu filho Francisco brincando na rua com um balão branco, eu fiquei maravilhada com uma visita.

Uma borboleta que voava aos círculos por cima dele.

Fiquei maravilhada e agradeci a visita ao meu filho Pedro que veio visitar o seu maninho enquanto ele se divertia sozinho a brincar com o balão, enquanto eu o observava.

Mergulhei nos meus pensamentos e dali por momentos a mesma borboleta voou cerca de 6 metros e veio passar por mim bem no Hall da entrada da minha casa.

Sei que existe muito ceticismo em relação a estes sinais. Para muitos, são coincidências apenas, para outros são fruto das nossas imaginações. Para outros ainda são somente especulações de que se calhar enlouquecemos.

Mas como já venho dizendo a algum tempo…

Para mim todos estes sinais contam!

Todos estes sinais são manifestações de amor por parte do meu filho Pedro. E se todos eles que partilho convosco fazem de mim, uma mãe louca?!

Então deixem-me ser esta mãe louca que mantém vivo o seu filho não só no coração mas em tudo o que me rodeia ao ar livre e em plena sociedade.

Talvez sejam só saudades…

Talvez sejam só felizes coincidências…

Talvez seja somente o meu coração a gritar bem alto o nome do meu Pedro Alexandre.

Talvez seja só o amor…

Talvez seja somente eu, mas não importa, porque sejam eles de que origem for, a verdade é que me ajudam e muito a aguentar o barco numa tempestade de saudade e onde o mar são todas as minhas lágrimas derramadas perante esta separação.

Com amor,

A mãe do meu filho tem asas

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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