Amor, Auto-ajuda, Luto, Saudade

Permitam-se!

Hoje escrevo para ti!

Para quem precisa verdadeiramente de mim.

Sabias que a melhor maneira de vivermos é o de nunca desistirmos de nós?

Tudo o que tu precisas está em ti e a tua missão é encontrares essa força, que te irá permitir caminhar de forma segura.

Pensa sempre que a melhor pessoa nesta vida és tu mesma.

Sim tu!

Eu não consigo deixar de me sentir triste é verdade. Mas no meu pensamento surge uma voz interior que me obriga a reagir.

“Sacode-te, afasta esse pensamento, procura a gargalhada Rute, dá atenção à pessoa que está mesmo ao teu lado. Algo que ela diga ou faça vai permitir-te reagir.” (E assim faço diariamente).

O teu pensamento é obrigado a mudar o rumo.

Talvez um sorriso…

Talvez uma gargalhada…

Talvez uma partilha da tua opinião e será o suficiente para, por momentos, mesmo que sejam segundos, mudar a direcção da tua energia.

Faço tantas vezes isso….

Funciona quase todas as vezes. – Sim! quase todas, porque tem momentos que o que tu precisas mesmo é de chorar, de colo e de um abraço.

Permite-te a deixar que a energia triste seja renovada, fá-la circular como o sangue que te corre pelas veias.

É tão importante este primeiro passo para que algo em ti tenha realmente necessidade de mudar.

Não desistas logo no inicio, tenta uma, duas, três vezes, ou quantas forem necessárias.

Lembra-te que por cima de nós existem biliões de estrelas a aguardar pelo teu sucesso, por ti enquanto ser iluminado, mesmo que agora te sintas apagada.

Elas brilharão de forma intensa sempre, de modo a que nunca te falte luz, coragem e determinação.

Elas iluminarão o teu caminho sempre.

Já alguma vez experimentaste procurar um local onde não existam prédios, ou a iluminação publica e simplesmente te sentes ou deites confortavelmente, olhando unicamente o céu?

Lindo, não é?

Consegues sentir toda a energia absorvida nesse exacto momento?

Se sim…Fico tão feliz por ti, porque nesse especial momento se te permitires, estarás a renovar as tuas energias através da beleza que sempre esteve lá para ti, mas que com as luzes da cidade não é possível contemplar na plenitude.

Como eu gostaria que todas as minhas palavras entrassem no vosso coração de modo a vos dar coragem para pelo menos tentarem.

Não tenhas medo!

Permite-te!

Todos os dias chegam até mim tantos desabafos, tantos pedidos, tantas partilhas, medos e receios.

A todas elas o meu total e sincero respeito.

Para todas elas, eu gostava tanto de ter a formula certa para vos dizer…

Façam assim, e tudo se vai resolver no vosso coração. Porque somente com um coração tranquilo é que é possível renascer de novo. Mas não posso. A vontade tem que partir de vocês.

“Livre arbítrio.”

Lembram-se?

Antes da morte do meu filho, eu achava-me um ser abençoado.

Um ser, em que não lhe foi negado oportunidades em vários aspectos da vida.

Quando o meu filho partiu, eu senti-me a alma mais pequena de todo o universo. A pessoa mais infeliz à face da terra, e deixei de dizer e pensar que seria um ser abençoado.

A minha sobrevivência em me manter viva mentalmente, não me deixava ver o meu caminho de outra forma.

Estava absorvida pela dor de uma forma pouco saudável.

Hoje voltei a acreditar que sou mesmo uma pessoa abençoada.

É verdade…

Não altera em nada o facto do meu Pedro ter morrido, mas…muda o rumo que quero dar na minha vida. Em vez de lamentar a sua partida tão amarguradamente.

Agradeço!

Por ter tido a oportunidade de o ter como meu filho, de estar viva e respirar.

Eu fiquei sem o meu filho da pior maneira possível, e vivi o pior dia da vida de uma mãe. Pensei que morreria com ele e desejei morrer naquele dia. Deixei-me deambular no meio da sociedade. Respirava, somente porque sim. Mas eu não podia viver mais assim. Não era justo para os que me amam. Não era justo para os meus filhos, para o meu marido, para os meus amigos.

O que no fundo vos quero transmitir é que podem viver as vossas inquietações,  percorrer o vosso caminho do luto, mas o que nunca podem permitir é que elas tomem conta da vossa forma de ver a vida ou de a viver.

Não se podem permitir desistir.

Não podem alimentar demasiado a tristeza, a dor, os problemas que vos surgem na vida.

Alimentem antes o amor, a esperança, a alegria e permitam-se a poder voltar a respirar.

Já pensaram que é a mais bela homenagem de amor que podem dar a um filho ou a uma filha que já partiu?

E sabem porquê?

Porque somos luz, vibração, energia, cor e amor, na nossa e na vida de cada pessoa que partilha o mesmo planeta que nós.

Expandam a vossa mente e cresçam espiritualmente e verão que tudo se torna mais fácil.

Permitam-se!

Com carinho e um enorme respeito pela vossa dor,

A mãe do meu filho tem asas

 

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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