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O Universo sempre nos dá as respostas certas ao nosso coração!

Hoje partilho-vos o que me têm deixado inquieta e triste ao mesmo tempo, quando o tema é o Natal aqui em casa.

Não queremos passar o Natal sozinhos, porque a nosso ver será triste, falta-nos uma pessoa fundamental.

Falta-nos o nosso último pai Natal!

Este será o nosso segundo Natal sem a presença física do nosso Pedro, e as inseguranças em torno no que irá ser, ou da necessidade em não estarmos sozinhos, simboliza para cada um de nós uma prova de esforço.

Decidimos que iremos sempre tentar manter algumas tradições em prática, não só porque o nosso Pedro era parte ativa, mas principalmente porque temos o nosso Francisco Daniel somente com 9 anos e o espírito Natalício é fundamental para as suas memórias futuras.

Não vou estar aqui com muitos rodeios e a realidade é que algumas delas eu até que não as mantinha, porque a meu ver não fazem mais grande sentido. Mas o meu marido gostaria de as colocar em prática e como digo muitas vezes, o processo do luto é todo ele muito singular apesar de ser ao mesmo tempo partilhado entre todos.

Deixo-vos um exemplo que não é unânime entre mim e o meu marido, mas ao qual eu não o irei impedir.

Desde que os nossos filhos nasceram, que passámos a decorar a nossa árvore de Natal com chocolates e decidimos que compraríamos um saco de chocolates contendo as pinhas e os sinos e os pais de Natal para cada um. Um total de cinco sacos cheios de chocolates e pais Natais.

Claro que estes chocolates pouco duravam até ao Natal. (Sorrindo).

O meu filho Pedro não deixava por menos e ía comendo um a um e muitas eram as vezes em que deixava os papéis perfeitamente arranjados de forma a darem a ilusão de que continham o chocolate.

Esta já era uma tradição do nosso filho lá por casa no Natal, que já nem ralhava-mos porque a verdade é que o Pedro era imensamente goloso e essa característica puxava à mãe. (sorrindo).

Não preciso dizer muito mais, pois não?

Os chocolates o ano passado ficaram todos na árvore de Natal e já foram colocados bem no final das festas, só mesmo porque o Pedro gostava muito.

Na verdade, cada chocolate que eu atei e coloquei pendurado na árvore custou-me imenso pendurar e terminaram bem mais tarde, todos no lixo e esta é a realidade.

Ainda há pouco tempo o meu marido partilhou a sua vontade em manter a tradição mesmo que no fim não sejam para comer.

Não concordo, mas irei respeitar.

E agora sim a verdadeira razão para este texto hoje.

A partilha de algo tão importante para mim e que o Universo deu-me a resposta exacta no momento exacto.

Há dias que vem sendo assunto cá por casa a tradição da árvore de Natal.

Bem…

Começo pelo início.

Em 2018 o Pedro partilhou connosco que gostava de ter uma árvore natural em vez da artificial. Ficámos admirados porque nunca o havíamos feito antes a não ser nós, enquanto crianças.

Mas…

Gostámos da ideia e como tínhamos essa possibilidade fomos todos escolher a árvore de Natal natural.

Lembro-me da felicidade de todos em torno da mesma.

Ao ponto do nosso filho escolher a árvore que viria a ser do ano 2019.

Irónico… Ele não conseguiu deslumbrar a mesma nem mesmo ajudar a Colhe-la.

Posso dizer-vos que foi uma árvore que eu não tive forças para decorar, a não ser colocar a bola que mandei fazer com a fotografia dele. O resto foi decorado pelos meus filhos David e Francisco, já nem me recordo se o meu marido também participou.

Foi unânime a decisão de todos em iniciar essa nova tradição.

Árvore de Natal natural.

Mas…

Este ano algo mudou na mente e no coração do meu marido.

Pediu-nos a nossa opinião em voltarmos a usar a árvore artificial.

Fique triste!

Manifestei-me de imediato com a questão acerca do que tínhamos combinado o ano passado. Mas ele insistiu. Levou a votação entre nós os quatro e com a abstenção do nosso David, a árvore artificial venceu.

Senti um aperto no meu coração e fiquei pensando em como eu iria fazer para manter a tradição iniciada no último Natal do nosso filho Pedro.

E eis que o fantástico acontece!

Hoje ao entrar ao trabalho logo pelas 06h da manhã, dou-me conta de 3 caixas perto do meu gabinete, que continham plantas e flores.

Fui tratar dos meus afazeres e partilho com uma colega e amiga este novo sentimento em torno da árvore de Natal. A minha amiga, sugere-me que façamos ambas, tendo em conta que dispomos de quintal. A minha poderia ficar enfeitada na rua e a artificial por casa. Não desgostei da ideia e agradeci, mas o meu coração ainda não estava satisfeito. Ao voltar para o meu gabinete resolvi ir expreitar que plantas estariam dentro das caixas de modo a poder acondiciona-las na secção a que pertenciam. E a resposta surge!

A última caixa que eu abro, contém 4 pinheiros lindos e naturais.

O meu coração rejubilou de alegria.

“Parecia uma criança com um brinquedo novo nas mãos.”

Apressei-me a ir mostrar à minha colega, com quem há menos de 10 minutos tinha partilhado o meu sentimento e reservei dois para mim.

Um para plantar e o outro para manter no vaso e ornamentar a minha casa com o espírito Natalício.

Mais tarde à saída do meu local de trabalho, sou abordada por três colegas em diferente momentos que me informam que nunca tinham tido pinheiros naturais à venda e que estes eram mesmo bonitos.

Para vós talvez não faça sentido nenhum, mas para mim… Significa o Mundo!

Manterei a tradição que o meu Pedro começou e a melhor bênção é que poderei ter sempre o meu pinheiro de Natal presente!

O Universo sempre nos dá as respostas certas ao nosso coração!

Só precisamos aguardar com alguma serenidade e depositar amor em tudo o que realizamos e desejamos.

Pensem mais e hajam mais com o coração.

Um enorme beijo a todos os pais que entram em mais uma difícil batalha de emoções presente em tudo o que nos rodeia.

Desejo-vos muita serenidade e resiliência para viverem um dia de cada vez.

Com um enorme respeito pela decisão de cada um, e um especial carinho por todos vós.

A mãe do meu filho tem asas


 


 

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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