Luto, Morte, Suicídio

O Suicídio nos nossos

É duro!

É duro falar de Suicídio quando se tornou em uma realidade que nos persegue no dia-a-dia depois de uma tentativa com êxito da parte de um filho.

Entrámos no mês do Suicídio!

O mês amarelo carregado pela dor, agonia, saudade e tristeza partilhado por todas as famílias de suicidas.

Dia 10 de Setembro é o dia mundial do suicídio!

Qual é o propósito de haver um dia de prevenção  sobre um dia tão horrível como o suicídio?

Se depois a sociedade, a humanidade se fecha em preconceitos e tabus acerca do destino que o jovem ou o adulto com a livre decisão de morrer, coloca termo à sua vida.

Temos vergonha! E vocês, sociedade generalizada, tem vergonha de nós.

Não é compaixão!

É o julgamento que adoptam por aplicar nas famílias de suicidas.

Os Suicídios vão continuar a existir, enquanto a nossa mente não se abrir para esta triste realidade, em que uma pessoa de qualquer idade, desiste dos sonhos e dos planos de ser feliz em sua vida.

Já o disse outras vezes, que a vida não é só uma euforia em que só se vive de alegria.

A vida são todos os sentimentos impostos pela realidade em que vives ou em que és muitas vezes obrigado a coexistir.

Existem muitos sinais de alerta que já partilhei em outros textos e que não me importarei de referi-los novamente. Nem precisam pedir.

É triste a sociedade julgar que uma família que perde um elemento importante de suas vidas, nunca antes tivesse dado conta de nada.

Estão enganados! Muitas são as famílias que tentam de tudo, buscam ajuda em terapias e em medicamentos, na medicina e perdem para o insucesso. É um desgaste emocional e físico dos pais e das famílias que acompanham de perto a destruição de um ser que amam.

A decisão infelizmente não depende da família que o rodeia, depende unicamente do ser único que é a pessoa que sofre.

E a pessoa que comete este ato impiedoso consigo mesma, caminha muitas vezes no silêncio, na tristeza e na agonia, não tendo sequer forças para pedir socorro ou aceitar a ajuda necessária para sair da escuridão e ser curada.

“Só estou cansado.”

“Só estou cansada.”

Tenho lido muito, e discuto muito, sobre o tema com pessoas na área da medicina, acerca deste tabu que aprisiona a alma dos nossos filhos e de muitos familiares.

O suicídio tem que acabar!

Há sempre uma escolha para a vida.

Não tens que desistir!

Quando penso com mais clareza, interpreto o suicídio como uma autentica droga.

Uma forte dependência em desistir da vida!

Uma forte dependência para morrer!

O corpo e a mente, vão-se desligando de todos os nervos sensoriais e só ganha o desejo de saciar a sua sede de morrer.

Não estás sozinho!

Não estás sozinha!

Tens pessoas importantes na tua vida que tudo farão para te ajudar a encontrar a solução para a tua doença, para a tua tristeza.

Aceita que estás doente e pede ajuda!

Nunca desvalorizei um sentimento de tristeza num filho meu, contudo, não foi o suficiente para identificar que o meu filho me mentia sempre que lhe perguntava se estava triste.

Era a doença que falava mais alto.

Era a doença que se apoderava dele com uma vontade voraz em devorar-lhe o corpo e a mente.

No final de tudo, ela ganhou e nós perdemos.

Jamais serei a mesma. Jamais seremos os mesmos nesta casa.

Existem suicídios todos os dias durante todo o ano, durante toda a nossa vida!

É importante sim!

Acabar com este tabu!

Despertar os jovens para esta triste realidade em que se deixam ser devorados pela morte!

Com carinho,

A mãe do meu filho tem asas.

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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