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No que nos transforma o amor!

Lembro-me de ser criança e de tanto desejar ter uma família.

De ser mãe.

De ter um menino que me ensinasse o verdadeiro sentimento a que todos chamamos de amor.

Queria amar com a força da palavra com tudo o que o amor acarreta.

Quando o meu filho nasceu disse muitas vezes para mim mesma, que o amor era tudo aquilo que eu sentia desde o primeiro momento em que soube da existência do meu Pedro dentro de mim.

O amor era cuidar daquele maravilhoso ser,

Protegê-lo contra tudo e todos.

Protegê-lo-da morte.

E ensina-lo a ser forte, íntegro e justo para com os outros.

Ao longo da minha vida outros amores foram chegando de modo a ensinarem-me o quanto poderosa é esta palavra de somente duas sílabas.

Hoje constato que o amor é muito mais do que um sentimento que dedicamos a um ou dois ou três pequenos seres que nasceram de nós. É mais do que o amor que dedicamos a quem nos ama e cuida.

É mais do que o amor que partilhamos com um animal de estimação que adotamos como família.

O amor é tudo o que podes fazer pelo teu próximo. Tudo o que podes oferecer a quem de ti precisa, e sem esperares algo em troca.

Hoje vejo que a minha lição era maior do que alguma vez supus aprender e ainda agora vai no início. E isto é no que eu pretendo acreditar.

Se eu penso que a forma de aprendizagem poderia ter sido mais branda comigo?

Sim sem dúvida.

Não tinha que ter tido a privação de ficar sem o meu filho, para perceber que o amor é algo tão magnífico como perigoso.

Mas foram estes os desígnios da minha vida, por vontade de outro alguém com o nome tão magnífico como o de um filho.

Aprendi, que a força de um sorriso opera milagres na nossa vida e na dos outros.

Aprendi que um sorriso também pode matar todos os nossos sonhos.

Aprendi que uma gargalhada sincera, injecta-nos uma dose de energia fabulosa, que nos faz sentir de novo a vida.

Aprendi que não importa a quem nós façamos o bem, não importa a quem nós dediquemos a nossa atenção, porque no final de tudo, é o que deixamos escrito na história de nossa vida, que importa.

Hoje chegam até mim, comentários de força que eu nunca pensei vir a precisar na vida. Comentários que eu nunca pensei viver com eles. Se me tornam mais forte?

Têm dias que sim e têm outros que não.

Mas a vida é mesmo assim, com altos e baixos e voltas e contra voltas e sempre com a palavra recomeço sempre à aguardar pela nossa decisão.

Não sei o que ainda me espera nos longos anos que quero e desejo viver, mas seja o que for, só me resta agradecer poder estar viva. Ter sempre a oportunidade de melhorar a cada dia com os meus erros e decisões. Poder chegar até vocês sempre com palavras de incentivo e carinho, porque queridas mães. É no amor que nós venceremos a saudade bem gravada nos nossos corações com a ausência de nossos filhos.

Com carinho,

A mãe do meu filho tem asas.

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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