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Eu não sei se é a fé que me move

Eu não sei se é a fé que me move, se é a força interior que existe dentro de mim, contudo seja lá o que for que melhor se adeqúe ao meu modo de caminhar, seguramente é o oposto do medo.

O medo paralisa-me, e eu neste momento sinto-me mais ágil do que tudo.

Sinto-me mais segura de mim mesma, com um propósito de vida definido e quase sou obrigada a render-me à frase que ultimamente tenho ouvido muito.

“Tudo na vida tem um significado.”

Ou

“Nada acontece por acaso.”

Claro que quando me volto para a morte do meu filho, custa muito analisar estas frases como se de coisas banais se tratassem. Mas com tudo o que me e nos aconteceu sou mesmo obrigada a pensar que tudo nos parece testar os nossos limites enquanto seres. E é aqui que surgem todas as dificuldades.

Os momentos tenebrosos que nos surge na vida em que nos encontramos sozinhos ou até rodeados de pessoas que amamos, só serão possíveis ultrapassar com a nossa força interior.

Muitos podem te dar a mão, o ombro, o consolo e o apoio, contudo se não tiveres receptiva, de nada servirá.

Então educa-te primeiro.

Começa por mentalizar que irás conseguir passar por mais esta e visualiza a imagem de alegria e sucesso que pretendes alcançar.

Atenção!

Visualizar o nosso filho ou filha não ajudará em nada na sua recuperação, mas visualizar que se vê de novo a sorrir, a trabalhar, a frequentar de novo os locais que visitou com quem já partiu, sim.

Não é fácil fazer isto de um momento para o outro, mas também não é impossível.

De facto mães defilhadas com quem falo, partilham-me que não conseguem ir a locais onde foram felizes com os seus filhos. Eu mesma já tive essa dificuldade e foi-me impossível sequer sentir gosto por esses momentos que vivi sem o meu filho Pedro, mas hoje tento não dar demasiada importância a tudo isso. Porque a realidade é que viverei muitos momentos e passarei por muitos locais sem a presença física do meu Pedro, mas sei que ele me acompanha.

O importante é deitar fora a atitude negativa e adoptar por um modo de caminhar mais sereno, evolutivo e com esperança que tudo irá ficar melhor e nós iremos crescer interiormente.

Eu cresci, eu evoluo, eu ganhei de novo a esperança.

Eu agradeço, eu confio, eu aceito o meu modo de caminhar.

E se eu o puder levar comigo, levarei.

Porque o meu conhecimento não é só para mim, mas para partilhar.

“De que serve um livro fechado numa estante com uma enorme sabedoria concentrada, se não for lido?”

É assim que eu encaro presentemente a minha vida.

Deixe de ter medo!

Deixe de viver estagnada no tempo, mesmo com ele passando por si.

Dê o próximo passo!

Seja feliz! Ou pelo menos tente.

Com carinho,

A mãe do meu filho tem asas.

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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