Amor Luto Pedro Saudade

Enquanto pensarmos que a nossa vida é um pesadelo

Enquanto pensarmos que a nossa vida é um pesadelo, não nos permitiremos respirar.

Devemos de deixar cair as máscaras que nos camuflam os sentimentos e viver somente do conteúdo.

Devemos tentar perdoar e somente depois verbalizar com a nossa voz para que seja ouvido e sentido ao mesmo tempo.

Sei que é difícil e falo-o na primeira pessoa, que nem sempre é possível pensares em primeiro lugar em ti para depois olhares com olhos de ver os outros que te rodeiam.

Mas temos de tentar. Dar as mãos ao medo e às incertezas que carregamos no nosso coração e arriscar.

Viver o aqui e o agora nem que seja por uma vez.

Ouve o que o teu coração tem para te dizer nos momentos em que te sintas a desistir, é aquela voz que te sussurra ao ouvido e que nem sempre prestas atenção.

Mas não oiças a voz da destruição

Ela vai andar a rondar-te até te apanhar distraído e é nesse momento de fraqueza que ela teima em atacar. Não permitas! Luta!

Não adianta nada esperares que os outros que te rodeiam, mudem para nos permitirmos mudar também. Dá o tu o primeiro passo. Se cada um começar primeiro, irás te aperceber com o tempo que a tua energia é maravilhosa e que consegue ser partilhada de uma forma espontânea sem teres que fazer muita força para te concentrares. Lembra-te que, quando tu decidires mudar, tudo ao teu redor muda.

Muda a forma como encaras a vida, muda a forma como olham para ti, muda a forma como saboreias cada momento, muda tudo! Até a forma como te olhas no espelho.

Não esperes que alguém te salve! Salva-te a ti mesmo! Dá tu o primeiro passo em direcção à felicidade, em direcção à tranquilidade.

Perguntam vocês, onde esta mãe vai buscar toda esta forma de encarar a vida, mesmo perante a morte do seu tão amado filho?

É simples, meus amigos. Eu amo mesmo a vida e tudo o que ela tem para me oferecer. Vivo triste, muito triste com o que o destino me e nos reservou nos últimos tempos, mas não tenho como fugir desta triste realidade. O meu filho não volta mais, e mesmo que eu me tenha que obrigar a reagir, eu vou tentar.

Eu escolho viver! Tenho muitas razões para continuar a viver. Todos os dias continuo a ser contemplada com uma palavra cheia de amor “mãe”, e isso basta-me para continuar a lutar, mesmo que me pareça impossível em muitas ocasiões.

Amanhã já faz 4 meses que o meu filho partiu. Têm sido dias muito difíceis. Quase impossíveis de respirar, de perdoar, de verbalizar que o desculpo por me ter abandonado.

Mas tenho que tentar!

Com carinho,

A mãe do meu filho tem asas.

Foto de Rute Reis Figuinha

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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