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É possível sim, tomar conta do comando das nossas vidas, depois da morte de um filho.

É possível sim, tomar conta do comando das nossas vidas, depois da morte de um filho.

Mas somente quando compreendermos que estamos verdadeiramente dispostos a fazê-lo. De nada adianta serem os outros a dizerem-to. A vontade tem de partir de nós.

É importante recuperarmos o controlo dos nossos sentimentos e dos nossos pensamentos. Sim exactamente esses que está a pensar agora mesmo e que eu penso também. Os que nos derrubam, que nos entristecem, que nos deixam sem chão para caminharmos.

Devemos focar-nos, num só ponto! Por exemplo!

Se tivéssemos os nossos filhos vivos, onde estaríamos, o que estaríamos a fazer, que projectos já haveríamos concluído ou iniciado. Que viagens havíamos feito? Quantos filmes teríamos visto? E histórias contado? Entre muitas outras coisas que fazem parte de nossas vidas.

Facto é, que se nos focarmos em viver positivamente, vamos deixar de nos sentir tão em baixo e sempre triste ou sentindo-nos miseráveis. Talvez seja essa a pitada de sal que tempera a minha vida. A tristeza, tenho-a mas não me rendo a ela. Já não! Não posso dizer que não o fiz antes e muito menos que tenho os meus momentos que o chão me foge, mas logo em seguida penso para mim mesma, e que eu quero muito mais da vida do que viver amargurada, onde a minha amargura vai influenciar os que lidam comigo no meu dia-a-dia. Não me quero tornar num fardo para ninguém. Os outros não têm culpa do que nos aconteceu. Nem nós! Mas temos que viver com isso. Já eles…

Eu nunca quis isto para mim ou para os meus, mas facto é que está aqui, e eu e todos nós temos que viver com esta falta. Então eu escolho não me afundar em tanta dor, em tanta tristeza e a pouco e pouco ir encontrando o meu fio-de-prumo. Aquele que irá indicar se estou no caminho certo entre o equilíbrio e o balançar para o lado errado.

Temos que ser determinadas Mamãs! Temos que pensar que somos Mães e continuaremos sendo, mesmo que a morte nos tenha privado da companhia dos nossos filhos. E é por isso que quando a tristeza nos assolar, devemos tentar a todo o custo dialogar connosco mesmas. Dizendo:

“Sim! Vivo triste mas vivo! Não tenho mais o meu filho perto de mim, mas ele permanece ao meu lado. Estou viva e escolho viver! E é por isso mesmo que vou deixar de adiar a vida para outro plano. O meu filho ou filha amava o meu sorriso, a minha forma de estar perante a vida e pessoas, e é por isso que eu irei me manter fiel ao seu amor por mim, à imagem de mãe que ele ou ela tanto amavam. Vou sorrir sempre que me lembrar dele ou dela, mas que me perdoem, porque também irei chorar. Preciso libertar esta agonia que se agarrou no meu coração. Mas filhote! Eu vou conseguir!”

Deixa de teres pena de ti mesma e reage! Começa de novo se tiver que ser, mas vive!

Acredito cada vez mais que a Felicidade ou bem-estar se assim preferirmos, depende muito da qualidade dos nossos pensamentos, da forma como nos deixamos envolver pelas maleitas da vida ou a realidade da morte. Contudo podemos e devemos mudar o caminho de nossas vidas dando a oportunidade merecida. Se vai ser fácil?

Não! Mas também não será impossível!

Tens mesmo que deixar de sentir pena de ti mesma.

Ama-te mais! Confia em ti e no que és capaz de ser e dar!

Avança ao teu passo, mas avança! Sai do buraco em que te encontras e honra a memória do teu filho ou filha, honrando-te.

A tristeza é igual a veneno que se apodera de todos os campos de nossas vidas, sociais e familiares e se não te sacudires a tempo, vais acabar por pensar que a vida é horrível demais, que jamais em hipótese alguma irás conseguir sobreviver a este momento, que estás farta de tudo o que te rodeia, inclusive de viver.

Mas a verdade!

É que nada destes sentimentos são inteiramente sinónimos da nossa realidade, isto é o que a nossa mente nos reflecte face, à nossa perda. E é por isso que eu tanto escrevo acerca do poder do riso, do poder da nossa força interior, do poder da nossa essência, do poder desse sentimento tão nobre que nutrimos pelos nossos filhos. O Amor!

E é pelo amor que eu tenho ao meu filho Pedro que eu escolho viver!

Com carinho,

A mãe do meu filho tem asas

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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