Saudade

Difícil

É-me difícil aceitar!
Aceitar que nunca mais te vou ver!
É difícil de digerir a tua imagem a chegares ao hospital naquela maca.
É difícil digerir quando recebi a notícia de que já tinhas partido.
É difícil de tirar da minha mente a tua imagem ali deitado e ainda com o teu corpo quente.
É difícil de esquecer a temperatura do teu corpo.
É-me difícil continuar em frente.
É-me impossível aceitar que todos temos de seguir em frente e tu não.
Ficaste eternamente nos teus 18.
Uma idade a qual tanto querias chegar, e muitas vezes me disseste “mãe tinhas razão, os 18 acarretam uma grande responsabilidade”
Pois é Pedrocas os teus pais tinham razão.
Tantas vezes te disse calma Pedro, não vivas a vida num minuto. Tudo se vai resolver só tens de ser paciente.
Mas não…a tua ânsia de ser livre não te deixava pensar.
Sei que sentes a minha dor, tal como eu sinto a tua presença em diversas vezes, mas não chega Pedro. Não me chega.
Nesta imagem espelha-se o que me parecem ser duas asas de anjo ou duas asas de uma borboleta.
Quero acreditar que são mensagens tuas para mim para me darem força para seguir neste caminho demasiado difícil e cheio de obstáculos.
Não consigo sorrir, nem quase consigo falar, só me dá para escrever.
Nem ler tenho vontade. A minha mente não se concentra em nada. Só Pedro Pedro Pedro Pedro me vem ao pensamento.
Beijo meu amor, e perdoa-me por ser fraca, mas tu fazes-me muita falta.
💙 amar-te-ei eternamente minha Rocha Pedro.

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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