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Como consegue Rute?

 

Perguntam-me diversas vezes como eu faço para conseguir viver perante uma tão dura realidade que é a perda de um filho. E pior, por decisão dele.
Eu explico! Pode ser que vos toque na alma e vos faça despertar para a necessidade de voltar a viver de verdade.
O que me têm ajudado imenso é a leitura. Desde o primeiro dia, comprei muitos livros sobre o luto, depressão e fui acalmando a dor. Faço meditação por minha autocriação, devido a valores que me foram passados por queridas amigas que tenho o privilégio de ter na minha vida. Vejo também vídeos no YouTube acerca da matéria.
Conecto-me com a natureza sempre. Faço caminhadas, falo muito com o meu filho, com a minha mãe. Ambos fizeram o desencarne. Aprendi rapidamente que a dor atenua se dedicarmos a nossa missão na terra ao amor. E é por isso que tudo o que conheço, partilho convosco.
Amo a vida, querida mãe, querido pai e amo-me a mim principalmente!
Permito-me viver porque sei que era o que o meu filho queria. Ele pediu-me para lutar sempre. E uma mãe e um pai dá sempre o exemplo. Danço, canto, desenho, escrevo, pinto quando tudo isto me dá vontade. Participo em reuniões de luto online quando me é possível. Leio muito sobre o crescimento espiritual, de modo a conseguir encarar tudo o que significa e o impacto que tem a passagem para o outro lado.
Trabalho e dedico-me aos meus colocando-me em primeiro lugar sempre. Porque só se estiver bem, consigo estar bem para os outros.
Os nossos filhos foram antes de nós, mas continuam cá connosco, sempre presentes.
Como o sei?
Pelos sinais que me aparecem a todo o instante.
É preciso abrir a mente e escutar com o coração.
Só assim mãe, irá conseguir.
Todos temos essa capacidade. Basta trabalhar nessa vertente. Continuar a amar pela simplicidade. Nada mais.
Se tudo isto que eu vos partilho, é fácil? Não. Não é! Mas para que seja exequível temos que querer começar por querer muito viver esta nova realidade. Porque ela existe! E nada podemos fazer para voltar com o tempo atrás. Então, só nos resta seguir em frente.
É por isso que vos incentivo a viver pelos vossos filhos e principalmente por vós!
Não existe melhor homenagem que possamos fazer-lhes que é aplicando os gostos e os sonhos dos mesmos fundidos nos nossos.
Por isso mãe e pai, viva!
E viva com a tranquilidade que o seu filho ou a sua filha o acompanha em tudo o que conquistar, assim como o acompanha na tristeza. Por isso deixo uma questão…
É passando a vibração da amargura e da tristeza que quer transmitir ao seu filhote ou filhota?
Não, pois não?
Então, por favor, ganhe a coragem e lute!

Com carinho,
A mãe do meu filho tem asas

– Rute Reis Figuinha –

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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