Luto Morte Pais Saudade Sociedade Tristeza

Basta de perseguição às mães Defilhadas!

É triste!
Muito triste!
Hoje durante o dia enquanto lia uma mensagem partilhada de uma mãe em privado, onde me abria o seu coração, vejo e constato que realmente existem seres humanos que não valem nem a merd@ que c@g@m.
Como é possível, uma mãe perante tanto sofrimento, ainda se ver controlada, vigiada por uma sociedade de gentinha que não têm mais nada do que fazer, que é ainda meterem o dedo na ferida até ao osso.
Gentinha!
Metam-se na vossa vida pessoinhas sem alma, inertes de vida humana, incapazes de ouvir o bater do coração por alguém que perdeu o mundo.
Sim gentinha!
Ela perdeu o seu mundo!

Falam do que não sabem!

Inventam histórias envoltas no falecimento do falecido.

Criticam os pais pela forma que voltam abraçar ou viram as costas à vida.

Criticam porque não se vestem de preto, ou cores escuras.

Porque estão sempre a falar do filho que faleceu, ou porque não falam de todo e recusam-se a tocar no nome de quem já partiu.

Entre outras coisas que nem me atrevo aqui em referir, por se tratarem de coisas sórdidas demais, para qualquer ser humano que se preze.

Tenho imensa pena que realmente existam pessoas assim, que não são capazes de acarinhar e ainda tentam maximizar o sofrimento alheio.
Não entendem que essa mãe e mães como ela, já não têm mais nada a que se agarrar, muito mais quando se trata de um único filho ou filha.
Não entendem? Seus anormais!
Que a vida não vos falhe!
Que a vida não vos ensine da pior maneira.
Que nunca passem pelo sofrimento desta mãe e de mães que como ela, não podem, ser livres de fazerem o luto à sua maneira.
Que têm a ver com a quantidade de vezes que uma mãe visita uma campa?
Se não sabem, eu explico!
Se fosse permitido, muitos senão todos, eram os pais que dormiam bem perto das lápides de seus filhos.
Vocês fazem ideia do sentimento atroz que é para uma mãe ir visitar a campa do filho e ter que se vir embora sem ele?
Novamente!
Todas as vezes que o visita, ela sai de rastos.
Todos os dias ela revive o momento, seus animais!
Respeitem!
Deem-se ao respeito!
Reflitam as vossas ações, antes de contribuírem ainda mais para o sofrimento de uma mãe ou um pai.
Tão triste meu Deus!
Porque têm que haver pessoas que só vêm ao mundo para sofrer e outras para as fazerem sofrer ainda mais.
Mães que já perderam o mundo e mesmo assim o mundo não é meigo para elas.
Como lamento.
Como lamento profundamente!
Deixem estas mães fazerem o luto delas sem o terem que fazer às escondidas!
Deixem-nas serem livres para viverem o dia a dia como conseguem.
Não existe maior prisão para uma mãe que é a de ter ficado privada do seu filho ou filha para sempre.
Respeito criaturas!
Respeito!
Indignada e muito triste com o lamento desta mãe, que já nada tem e mesmo assim querem-lhe tirar a esperança.

Com um enorme beijo a todas as mães que não são livres para chorar a morte de seu filho ou de sua filha.

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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2 Comments

  1. Natália Fernandes says:

    Estamos no mesmo barco, à deriva! Mas felizmente nunca me vi nessa situação, de não poder chorar à vontade a partida do meu filho, que achou que viver neste mundo era pesado demais e partiu, numa tarde fria de Dezembro, faz 11 anos. Um grande abraço para todas as mães como eu.

    1. Rute Reis Figuinha says:

      Olá querida mãe.
      Eu também falo e não tenho problemas nenhuns em fazê-lo a toda a hora se necessário.
      Tenho a sorte de ter colegas minhas do trabalho inclusivé que me aconchegam e dizem para eu falar se tiver triste.
      Compreendem.
      Mas infelizmente já não é a primeira vez que mães se queixam de não poderem fazê-lo livremente porque não as respeitam. E isso indigna-me imenso.
      Beijinho grande
      Enorme no seu coração 💙

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