Amor, Auto-ajuda, Esperança, Luto, Pais, Saudade, Tristeza

As nossas emoções é que nos dominam!

As nossas emoções é que nos dominam. Mas as dos outros…Bem…

Isso na realidade só depende da nossa capacidade em nos amarmos. É por isso que é importante que não deixemos os demais afectarem-nos com certas palavras e comportamentos.

Mas você é a única pessoa que pode mudar tudo isso. Como?

Através da sua mente!

Deixe-me fazer-lhe uma pergunta.

Você ama-se de verdade?

Quantas vezes já se olhou no espelho e disse com toda a certeza que se ama e que trata de si?

Poucas? Nenhumas?

O que espera?

Correndo o risco de magoar…

Você sabe que não pode passar a vida toda ou o que resta dela alimentando-se da pena que os outros possam ter de si…ou será que pode? É isso que quer de verdade?

Quando diz que não tem ninguém…

Quando diz que ninguém gosta de si…

Quando diz que não consegue ser feliz…

Quando diz que a vida é uma merda, uma autêntica madrasta…

Diga-me!

O que fez ou faz verdadeiramente para contrapor todo o peso que carrega nos seus ombros?

O que fez para mudar o que os outros pensam de si?

O que fez para os outros deixarem de terem pena de si…ou melhor….Pararem de fingir que você não está mesmo ali?

Quer que eu lhe diga?

Eu digo!

Você não fez nada!

E sabe como o sei?

Porque olho para mim e vejo que é possível! Vejo que é possível viver mesmo sem a presença do nosso filho na nossa vida. Vejo que é possível amar-me cada vez mais. Começando pelas coisas mais singelas, como amar o dia, a noite e tudo o que os completa.

Metam uma coisa na vossa cabeça!

Eu não sou diferente de nenhum de vós!

Todos temos vidas difíceis, uns mais do que outros, mas pare!

Pense!

Quando me diz que não quer viver mais assim!

O que é que já tentou ou realizou para mudar esse estado?

Vejo jovens que perdem a esperança. Perdem a coragem, perdem a garra.

Vejo adultos a desistirem de tudo. Não se importam realmente com nada. Respiram, comem, bebem, abrem os olhos e caminham como se fossem bonecos manipulados pela sociedade. Colocam o peso da dor em cima da balança e defendem que esta é a única causa do seu sofrimento. Desistem porque não têm a coragem de enfrentar o que os espera.

Mais!

Acreditam na própria mentira que não têm mais nada na vida para os fazer feliz!

Desculpem, mas não é verdade!

Permitam-me dizer-vos mais uma vez por favor!

Estão enganados!

O sofrimento maior que vocês já viveram, foi quando deixaram o vosso filho ou filha debaixo de terra e enfiado dentro de um caixão, ou o deixaram num crematório e levaram para casa somente o que restou em pó.

Depois de tudo isto que vocês e eu vivemos, só podemos é viver! Sim viver! Em honra dos nossos filhos que partiram, e dos que vivem entre nós.

Têm-se a vós!

Vocês são importantes!

Mais do que qualquer outro ser!

Quando é que vão olhar-se no espelho e acreditarem que merecem viver?

Que têm o mesmo direito que todos os seres à face da terra?

Vocês não regam as plantas?

Não dão comida aos animais?

Não pagam as vossas contas?

Não amam alguém?

Então? O que esperam?

Para começarem a deixar de terem pena de vocês mesmos e tratarem realmente de cuidarem de vocês?

De se amarem em pleno com toda a verdade que vos define?

Ontem, enquanto falava com uma querida mãe, sobre o luto e o sofrimento alheio, dava-me conta de algo que nunca antes tinha mencionado e sequer pensado.

Pais Defilhados!

Quem somos?

Bem…

Para cada um de nós existe uma definição muito própria é certo. Até porque aquela definição que tanto se utiliza e eu tanto a menciono é a mais realista possível.

“O luto é um processo muito individual, muito próprio”.

Mas sabem o que impera sob qualquer circunstancia aqui no luto?

O livre arbitro!

Sim! É isso mesmo!

Escolher ou não escolher voltar a ser feliz!

Escolher ou não escolher voltar a viver!

Correndo o risco de melindrar algumas pessoas, mas creio que já se deram conta que eu escrevo com emoção, com a verdade ou melhor… A minha verdade.

Sim!

A minha verdade pode não ser a sua, é um facto. Mas… Já de certeza que ouviram aquela tão conhecida frase de que a história tem sempre duas versões.

Então trocamos aqui neste preciso momento a “história” pela “verdade” e eu direi que a verdade de cada um de nós tem duas faces, duas versões.

Onde eu quero chegar?

Aqui!

Todos conhecem o conceito de família, certo?

E todos sabem que uma família é um conjunto de indivíduos. Certo?

Mas como indivíduos!

Como os seres individuais, certo?

Então paremos aqui.

Um casal gera um filho, dois ou três ou até mais.

Vivem como uma família cuidando todos uns dos outros. Mas…

Em quantas realidades que viveram, vocês se sentem realmente livres, como seres individuais?

Digo livres, enquanto seres humanos e não enquanto o papel que representam para e com os vossos filhos.

Enquanto pais vivemos com os filhos em primeiro plano, olhando sempre ao bem-estar dos mesmos à felicidade que é acima de tudo uma prioridade. Mas… Na verdade, e infelizmente em alguns casos a felicidade é uma mera ilusão.

Perguntam-me diversas vezes onde eu vou buscar a força, a atitude, a inspiração. De todas as vezes sempre vos respondi que encontro tudo o que acredito e sigo nos dias de hoje, em mim. Na capacidade que eu tenho em me amar em pleno. Sei o que estão a pensar neste preciso momento enquanto lêem e processam tudo o que aqui vos escrevo hoje neste texto e alguns vão identificar-se com elas, outros irão simplesmente recusá-las. Não vos condeno, nem critico. Sabem porquê?

Porque já estive nesse lugar, nessa posição. Perante essa atitude de vida.

Perdão!

Eu encontro-me nesse lugar, nessa posição, mas não perante essa atitude de vida.

Enquanto pais defilhados, a nossa única semelhança é a perda de um filho, ou de uma filha, não importa o modo, a causa, a decisão ou a tragédia que definiu esse nosso estado. O que importa é que já não os temos mais aqui no plano terrestre, para amar, abraçar, cuidar, beijar. E é aqui que vos mostro o outro lado da história. Tive a oportunidade de presenciar e conhecer diversas realidades de luto, e em todas elas fui buscando pequenas características com as quais me identificava mais, perante a minha filosofia de vida.

Não escolhi como a maioria dos pais que perdem o amor próprio. Como se não tivessem a sua própria identidade ou a deixassem de ter com a morte de um filho. Permitam-me dizer-vos isto.

Como seres magníficos que sois. Como seres de luz e parte de uma energia Universal, necessitam de luz para viver. Ou colocando por outras palavras, precisam de voltarem à normalidade o mais rapidamente possível.

Digam-me o que vos falta para darem esse passo!

E por favor não me digam que vos falta o filho ou a filha, porque isso a mim também me falta. E eu não desisto.

Tenho plena consciência que o texto de hoje é duro! Mas quantos dos vossos familiares ou amigos já tiveram este discurso convosco, de forma a sacudir-vos, de forma a abanar todo o vosso corpo, ou em vos dar aquele estalo na face em que vos remeterá para um presente que merece ser vivido em pleno. Recordam-se dos momentos em que vocês no papel de pais, tiveram que fazer ver aos vossos filhos a realidade da vida? O quanto é necessário continuar a lutar?

Pois é… Chegou a vossa vez de se colocarem nesse lugar!

Acreditem que não vão deixar de amar os vossos filhos!

Não os vão esquecer!

Mais…

Acredito que fiquem ainda mais próximos deles!

Porque em cada sorriso que vocês derem, vão lembrar que o vosso filho o fazia também e com isso irão ser cercados com memórias felizes e o dia tornar-se-à mais leve.

Lembrem-se de quem foram antes de perderem o vosso filho ou filha!

Lembrem-se o quanto eles eram felizes pelos pais maravilhosos que tinham!

Perdão!

Têm!

Não pretendo que me copiem. Pretendo que queiram viver! Com todo o sentido da palavra!

Ser pai ou mãe é isto meus queridos!

É ser duro na queda e forte no erguer.

Com tudo isto que vos escrevo, não pretendo de nenhuma forma desrespeitar a vossa dor. Sei que estais habituados À minha abertura nos textos que vos partilho e este é mais um com a tentativa de vos resgatar para a vida.

Queridos pais e queridas mães!

Amo tanto e tenho tantas saudades do meu Pedro que tem dias que me custa respirar! Mas este sentimento que representa todo o amor que sinto por ele, não pode ser de forma nenhuma a ponte para a minha destruição enquanto pessoa, mãe, esposa, e amiga.
Não posso permitir extinguir-me na dor, e é somente por isso que vos escrevo.

Porque eu não desisto de vocês!

Mas vocês…

Fiquem à vontade para me abandonarem.

Livre arbítrio!

Lembram-se?

Com carinho e um enorme respeito por todos vós.

A mãe do meu filho tem asas.

 

 

 

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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