Amor Luto Pedro Saudade Tristeza

Anjos não morrem. Somente voltam para casa.

«Anjos não morrem, somente voltam para casa.»

Uma frase que me tocou profundamente e que foi uma querida amiga minha que a partilhou na sua página do facebook. Obrigada Mady.

Anjos não dormem!

Segundo o que eu tenho lido, tudo aponta que sim. Eu acredito muito sinceramente que sim, mas apesar de todo o conforto que estas palavras nos possam trazer…

A única coisa que não nos conforta de maneira nenhuma, é saber que não os podemos ver mais.

Não somos, nem estamos receptivos a isso. Eu pelo menos não o consigo ver  apesar de ter como experiência própria o facto de ser sensível aos sinais. E quanto mais atenta estou aos sinais, mais eles ocorrem naturalmente. Eu acredito nos sinais. São os sinais que me mantém com energia de uma certa maneira. No entanto poucas são as pessoas que realmente o conseguem.

Na minha mais saudosa opinião, deveria ser possível a toda a mãe e pai que perdem seus filhos, poder vê-los do outro lado, no outro plano paralelo. Seria tão menos doloroso, perceber que eles no plano divino estavam reencontrados com os nossos familiares que partiram um dia e que apesar da distância que nos separa, estão felizes.

Ai! Como eu gostava que isto fosse possível.

Ter no horizonte somente um reencontro depois da morte, é um enorme tempo de espera. Eu sei que o tempo aqui tem horas, minutos e segundos. E é por isso que torna tudo tão imenso na dor e na saudade.

«Os anjos não morrem, eles somente voltam para casa.»

Já havia lido algo muito similar no livro de Elisa Medhus “O meu filho está no céu”, onde o Erick (filho da escritora), lhe confidência que a mãe deveria festejar o dia da sua morte como um dia de nascimento no plano divino.

A meu ver, é isto que significa…«Os anjos não morrem, eles somente voltam para casa.»

Tenho saudades do meu Pedro todos os segundos de todos os dias do ano. Não há um que fique em pausa. E como eu queria que o tempo congelasse. Quase onze meses completos desde a perda do meu filho. Onze meses de uma luta diária em me manter activa, lúcida, enérgica e autêntica.

Numa altura em que todos nós precisamos de um abraço, eu desejo mais do que nunca um abraço do meu Pedro. Mas irei ter que esperar, até retornar também eu a casa.

Com uma enorme saudade e um amor interminável,

A mãe do meu filho tem asas.

 

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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2 Comments

  1. Que texto lindo, de verdade, amei como falando dessa forma, a gente até vê a partida de uma forma mais leve, parabéns, o texto é lindo.

  2. Angelita says:

    Coincidencia ou nao, eu acredito nisso…que eles nao morrem, apenas voltam pra casa,mais cedo.
    Me despedi da minha Helo com 23 semanas com um Ate breve, enquanto aninhava ela em meus braços com seu coraçao ja parado, enquanto eu decorava todos os seus traços…Nao foi um adeus, somente um ate breve…E os sinais q tenho de ela esta bem, que so mudou de forma, sao as borboletas que me visitam ate fazendo casulos em nossas janelas.

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