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Amiga, viveste um sofrimento muito grande há tão pouco tempo

Ontem revi um amigo que já não via há mais de um ano.

A surpresa foi de ambos, eu por pensar que ele não estava em Portugal e ele por me encontrar ali naquele local.

Demos um abraço.

Um abraço demorado onde me dirige a seguinte frase.

«Amiga, viveste um sofrimento muito grande há tão pouco tempo»

– Pois foi – disse eu, enquanto na minha mente só pairava a mensagem de que não vivi. Vivo em sofrimento muito grande.

«Como Estás? Como estão os meninos e o Xico?»

– Vamos indo devagar como tem que ser.

«Pois é! A vida tem mesmo que seguir em frente» – disse ele.

– É mesmo! (respondi eu)

O pior é que ele tem mesmo razão.

“A vida tem mesmo que seguir em frente”.

Emocionei-me e os meus olhos encheram-se de lágrimas, mas fiz força para não chorar, já ele tocava na ponta do nariz, como uma pessoa emocionada que se contem também para não chorar.

Gostei do abraço, gostei daqueles minutos escassos, onde se houvesse tempo, tínhamos muito para falar.

Passo grande parte do meu dia sempre com o meu Pedro no pensamento, contudo, hoje em dia já consigo focalizar o pensamento nele em coisas positivas.

Não vou estar aqui a criar falsas ilusões a ninguém dizendo que só penso positivamente, porque de facto não estaria a ser justa.

Mas…Quando o pensamento flui para a dor e ausência, logo faço força para o bloquear, focando-me só em aspectos de felicidade que vivi com ele e canalizando os meus pensamentos para a minha missão deixada por ele.

Dialogo com o meu eu interior, algo que todos nós temos a capacidade de fazer e foco-me somente no que posso melhorar no meu modo de caminhar perante a morte e o meu propósito de vida.

A realidade é que ao vos estar a dizer isto, o que eu quero mesmo dizer é que nós somos os verdadeiros criadores dos nossos estados de espírito e podemos sim alterá-los a qualquer instante sem sermos confundidos como pessoas bipolares.

Se pensarem comigo, sigam o meu raciocínio.

Por exemplo, olhemos para uma criança.

Elas são mesmos os que nos dão grandes lições de vida e muitas das vezes não nos percebemos.

Voltemo-nos então para o estado de espírito de uma criança.

Ela consegue em fracções de minutos, melhor ainda, diria de segundos, estar feliz e triste e novamente feliz.

A elas não as consideramos de bipolares, mas sim de seres humanos puros, que não tem nada a esconder, que nos transmitem o seu estado de alma sem pudor, simplesmente para nos mostrarem que são genuínas.

Então…

Porque não seguirmos o exemplo da criança?

Onde se nos apetece chorar, rir ou gritar o faremos.

Sermos um pouco mais crianças no modo de viver a vida.

Acreditem que se todos nós fossemos mais verdadeiros com os nossos sentimentos, seriamos melhores pessoas e compreenderíamos melhor, os demais.

Tudo porque ao aplicar este modo de ver a vida no seu modo de caminhar, vai encontrar a paz num momento de stress, energia numa altura de mais cansaço, uma alegria numa altura de tristeza, maior clareza num momento escuro e mudará com certeza a sua forma de olhar a vida e os outros.

Pense nisso!

Com carinho,

A mãe do meu filho tem asas.

Foto de Rute Reis Figuinha

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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