Amor Morte Sociedade

A morte é somente uma passagem para uma vida sem dor.

Abraço a vida porque não sei quanto tempo tenho até que a morte chegue e seja obrigada a abraçar eternamente a outra face a que damos o nome de morte.
Para mim a morte tomou proporções enormes e hoje não tenho tanta a certeza que a morte exista.
Talvez seja só a minha mente a deambular pelo que eu quero acreditar, onde a morte é somente a passagem para uma vida sem dor nem sofrimento onde apesar de não vivermos no plano terrestre, vivemos de peito aberto sob todas as maravilhas que o outro lado nos poderá oferecer.
Hoje temos medo da morte, porque não existe nada que a morte nos possa oferecer, a não ser o sofrimento, a ausência de alguém que tanto amamos.
Mas e se estamos todos enganados?
E do outro lado é possível abraçar a vida ainda com mais empenho, onde melhorarmos tudo o que de errado fizemos por aqui.
Se acredito em reencarnação?
Sim acredito!
Acredito que tudo o que vivemos presentemente é uma chance de fazermos melhor e com isso aprendermos a ser pessoas melhores.
A morte deixa-nos impotentes!
Leva para longe todos os sonhos que temos em volta da pessoa que parte.
Todos os desejos que queríamos ter tido o prazer de viver na presença da mesma.
Mas não estaremos nós mesmos a ser egoístas? Mesmo que seja por amor.
E se essa pessoa, só estiver cá agonizar no sofrimento que lhe vai roubando o prazer de viver alegremente, porque a dor não o deixa. Horas a fio agonizando numa cama, à espera que a morte chegue e termine logo com aquele sofrimento.
Agonizando de uma tristeza profunda, onde observa a família a morrerem aos poucos com ele, até á hora da despedida.
Um guerreiro que apesar das suas maleitas, consegue oferecer ainda mais coragem aos que cá ficam, só para amenizar o sofrimento dos demais.
Mas e ele?
Um sonhador!
Um guerreiro!
Um lutador!
Um justiceiro!
Que abraça a morte, e que mesmo zangado com a sua sorte, oferece esperança a quem cá fica!
Não deixem de sorrir!
Não deixem de cumprir os seus sonhos!
Eu sempre estarei convosco até que nos voltaremos a encontrar.
Promessas! Desejos!
Mas o que nós verdadeiramente
Desejamos é que a pessoa não morra para podermos viver os momentos que tanto idealizamos para eles ao longo das nossas vidas.
E eles?
Que planos têm eles para cumprir?
Que planos muitas das vezes não ajudamos a constituir por medo.
Por ausência da capacidade em resistir ao medo de os perdermos.
Vejo presentemente tantos filhos a fugirem à vida.
Uns por vontade própria, outros porque a vida chega ao fim sem lhes pedir permissão para desistirem.
Eles não querem ir!
Nós, não os queremos deixar partir.
Mas a morte toma conta das rédeas da vida e surge sem dizer nada e leva-os sem dó nem contrapartida.
Aqui não há negociações.
Aqui não existem valores que falam mais alto.
Aqui não existem promessas que possam ser cumpridas.
Surge a morte e ponto.
Um ponto final que faz toda a vida ficar destruída.
Se por doença, se por acidente, se por vida colhida sob a vontade de outro alguém, se por negligência médica.
A morte não quer saber a razão.
Chega o dia e ponto.
Ponto final numa vida que tudo tinha para ser linda.
Chega o dia e as famílias não acreditam que o dia chegou.
Não acreditam que foram os seus filhos que partiram.
Porquê os nossos?
Porquê os filhos?
Porquê a morte não me escolheu antes a mim?
Não!
Ela é que decide quem colhe e em que momento.
Seja nos mais tristes, seja nos mais felizes, seja nos mais marcantes e até nos mais trágicos.
Ela não pensa em nós, quando escolhe levar uns dos nossos.
É a morte!
Suberana!
Poderosa!
Decisiva!
Com um enorme respeito por todos os deixaram os nossos corações mais pobres e por todas as famílias que perderam um diamante na vida.
A mãe do meu filho tem asas

 

 

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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