Saudade

A minha carta.

Já escrevi a minha carta.

A minha carta de despedida.

Não se assustem não é dessas despedidas que acabam connosco a colocar um ponto final.

É uma despedida diferente.

Como o Tabu morte é uma constante em nossas vidas, eu pensei que deveria fazer algo de diferente e não somente deixar que a morte me apanhe distraída.

Muitos de vós optam por um testamento, mas eu optei por uma simples carta.

Uma carta que só os meus amigos “manos” e a minha família terão o direito de ler palavra por palavra até ao final.

Por isso sim!

Hoje falo da morte!

Não achem estranho, faço-o somente porque depois da morte me ter batido á porta e levado um dos meus diamantes preciosos, constato pela experiência que realmente estamos somente de passagem e que nunca sabemos quando ela chega e nós com ela temos de ir embora, sem dizer tudo o que gostaríamos a quem nós amamos.

Por isso sim! eu escrevi uma carta onde deixo as minhas ultimas palavras.

Não pretendo falar de como vou morrer porque sinceramente esse assunto assusta-me e prefiro nem saber.

Quando chegar, chegou!

Se puder ser durante a hora do sono ficarei eternamente grata!

Até lá viverei a vida!

Porque apesar de tudo…eu amo viver!

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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