Luto Pais Saudade Sociedade Tristeza

A falta de compaixão é a maior pobreza da alma!

Recentemente, perante um desabafo de uma mãe defilhada, li outra mãe escrever à primeira, que a dor de se ter perdido um filho na vida não era de todo a maior dor existente.
Que a maior dor existia, mas era a de uma mãe que têm os seus filhos vivos e não querem saber dela para nada.
Bem…
Permita-me discordar de tal absurdo.
Absurdo, porque seus filhos vivem, algures no planeta terra. Os seus filhos respiram. Os seus filhos continuam lutando todos os dias.
Não lhe foram roubados pela morte. Foram roubados pela vida. E na vida existe sempre uma hipótese de recuperação. Na morte não! Na morte não existe nada.
Lamento este pensamento, mais ainda porque certamente devido ao egoismo humano, esta mãe de filhos vivos, magoou gratuitamente esta mãe que perdeu o seu filho para a morte.
Tenham mais respeito.
Tenham mais cuidado.
Tenham mais compaixão.
Até o podem pensar, dentro do vosso egoísmo humano, mas não o digam.
Os vossos filhos vivem. Longe mas vivem!
Tenham respeito pela dor das mães que perderam parte de suas vidas.
Desculpem o desabafo, mas não consigo ficar indiferente.
Porque vocês podem ainda recurperar o que deixaram no passado, já estas mães, só recuperam as memórias e é preciso que muitas delas não adoeçam com alzheimer ou demência mental.
Respeito por favor. Respeito.

A mãe do meu filho tem asas,
– Rute Reis Figuinha –

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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