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A Dádiva rejuvenesce-nos! O amor enriquece-nos!

Todos nós somos detentores da decisão.
Todos nós somos portadores do livre arbítrio.
Nada acontece na nossa vida que não tenha partido de uma decisão, seja nossa, seja de quem nos rodeia.
A questão resume-se unicamente nas circunstâncias em que nos encontramos quando decidimos tal acontecimento.
Eu, como mãe defilhada, posso escolher entre socializar, ou isolar-me. Posso decidir passar o tempo amargurada, ou a divertir-me. Posso escolher viver ou simplesmente manter-me viva. Posso escolher entre ajudar, partilhando minhas emoções ou não falar nada e deixar que cada um se desenrasque e vivam sozinhos os seus tormentos.
Posso escolher entre guardar para mim todo o conhecimento que tenho vindo a descobrir nesta minha caminhada, ou, pura e simplesmente não estar nem aí para alertar.
Posso escolher entre me entregar a uma depressão interminável alimentando-a da saudade e tristeza por não ter mais o meu filho por perto, ou posso simplesmente reagir.
Já você pode simplesmente decidir não me ler, não me ouvir. Pode nem sequer querer tentar e voltar a tentar todas as vezes que lhe for possível.
Em tempos vi um documentário que explicava que o segredo para uma pessoa não ser apanhada pela depressão, residia num único aspeto.
Voluntariado! Fazendo o bem, sem olhar a ninguém. Sem olhar a ganhos.
Só sendo focada na partilha do amor.
Durante 80 anos um numero considerável de pessoas foram estudadas e esta foi a conclusão acerca dos sobreviventes.
Ocupando a nossa mente na dádiva ao próximo, protege-nos da depressão.
Dá que pensar… Não dá?
Fiquei feliz!
O meu coração sentiu-se em paz, porque me dei conta que desde o momento em que me consciênciecializei de que não poderia mudar nada na morte do meu filho, a partir do momento da despedida, ainda me restava toda a minha vida para viver, e foi quando comecei a pensar mais em mim e a pensar mais nos outros. Em como eu poderia fazer algo para não me sentir tão sozinha e ao mesmo tempo ajudar outras mães na mesma realidade do que eu.
Debrucei-me sobre a depressão e de como poderia alertar, e ajudar, mesmo que de forma indireta. Debrucei-me sobre o luto que vivo na primeira pessoa todos os dias da minha vida.
E é aqui que eu reforço a ideia que também tu podes fazer mais, dar mais de ti aos outros.
Ocupar a tua mente na valorização do ser humano. Dar mais de ti, nem que seja num sorriso perante uma saudade tão grande que chega arrancar do nosso peito o próprio coração.
Não tenho dúvidas que possa ser difícil.
Não tenho dúvidas que não haja vontade para mais. Mas deixe-me que lhe diga, que enquanto alimentar a dor e a amargura, irá sentir-se sempre amarrada e presa a um passado que não volta mais.
Aquele dia aconteceu mesmo!
Aquela realidade persiste, apesar de todo o tempo.
Mas você pode tentar.
Todos os dias pode recomeçar.
Todos os dias pode fazer valer o amor que vos uniu e jamais terminará.
Mesmo depois de morrermos.
É perante tudo isto que vos escrevo, que saliento uma vez mais…
Todas as nossas escolhas têm consequências. Seja na nossa vida, seja na vida de quem nos rodeia.
Nada fica em vão.
Nada é ignorado.
Vamos sempre acrescentar ou retirar algo que por vezes não valorizamos nada e no entanto na vida deles simboliza a razão de viver.
Pense nisso quando desistir de si mesma.
Pense nisso quando desistir dos outros.
Pense nisso quando desistir de viver.
Até ao último instante…
Voltar atrás, não é vergonha.
É amor!
É força!
Continuar, é amar-se!
E o mundo precisa cada vez mais de pessoas que se amam de verdade.
Pense nisso!

Com carinho,
A mãe do meu filho tem asas
– Rute Reis Figuinha –

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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