Um monólogo comigo mesma onde a esperança acaba no entretanto.

Todos os dias surgem na minha cabeça pensamentos, onde busco entendimentos que não me chegam. São monólogos comigo mesma, são diálogos com a esperança difusa e confusa, gerados somente pelo tamanho do sofrimento que me corrói a alma. Partilho-vos um, no meio de tantos. Mãe defilhada – Vamos? Esperança – Onde? Mãe defilhada – Buscar …

Ainda telefono para ouvir a tua voz!

Ainda telefono para ouvir a tua voz! É curioso, como mesmo numa mensagem de voz, tu transmites alegria e boa disposição, quando na realidade não era isso que sentias. Telefono-te e vou deixando-te mensagens de modo a não permitir que a tua gravação desactive. Continuamos a carregar o teu telemóvel mesmo que não o uses. …

Temos que acreditar em algo que nos mantenha vivos perante a morte de um filho.

Temos que acreditar em algo que nos mantenha vivos perante a morte de um filho. Algo que nos dê esperança de que não sofremos em vão, e que tudo tem uma razão para acontecer mesmo que a desconheçamos como seres que somos. Não, não estou aqui a falar em extra-terrestres, nem em coisas bizarras. Falo …

Tudo é terrivelmente doloroso

Tudo é terrivelmente doloroso. A perda é dolorosa. A ausência é dolorosa. A saudade é demasiadamente dolorosa. A imagem que nos fica na memória referente ao dia da morte de alguém que amamos imenso e em especial a morte de um filho, é um veneno para a nossa alma. Os meus filhos sofrem imensamente com …

Somos mulheres e homens de ferro!

Somos mulheres e homens de ferro! Somos mulher e homens vestindo armaduras de fogo e aço. Somos mulheres e homens que apesar da falta de nossos filhos em nossas vidas, temos que continuar a lutar. Porque não podemos parar! Porque não podemos adoecer! Porque não podemos adormecer! Porque não podemos nos isolar! Porque não podemos …

Rute ficaste triste porque o teu filho morreu?

Hoje acordei como o tempo fechada, com um nó na garganta e vontade de chorar a todo o instante. O meu coração parecia uma bomba prestes a rebentar. Tic tac tic tac. Até que fiz o gosto à alma e chorei. Chorei muito, sem vergonha, impelindo-me a soltar esta dor que tem dias que não …