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18 meses de um amor e de uma saudade sem fim!

O tempo já vai longo e no entanto ainda tão longe do esperado.
Não aceito o dia do nosso reencontro porque sei que ainda me é longo o caminho que tenho pela frente.
O tempo não importa, para ser sincera, porque teremos depois toda a eternidade para voltarmos a estar todos juntos novamente.
Enquanto isso meu amor, espero poder viver em pleno os teus irmãos e tudo o que eles conseguirem conquistar durante o caminho deles e meu.
Hoje completará 18 meses às 19:11 que foste embora. Que te despedis-te da matéria. E que linda matéria tu eras.
A saudade visita-me a toda a hora e quando a tristeza começa a tomar conta do meu coração e do meu pensamento, logo digo um basta ao meu sentimento e obrigo-me a lembra-te sempre feliz no nosso meio.
Tenho tantas saudades tuas, saudades essas que permanecem a cada batida do meu coração. Como eu queria que estivesses aqui, vivendo cada momento de esperança, cada conquista dos teus irmãos que seriam igualmente tuas.
Não o é possível da maneira que me assalta o pensamento, mas sei que o fazes em momentos, quando eles e nós estamos mais frágeis ou mais felizes e vens festejar connosco ou simplesmente dar-nos aquele abraço ou sopro no cabelo dizendo…
“Caminhem, porque eu estou convosco e jamais vos deixarei sozinhos outra vez.”
Assim tem sido estes últimos 18 meses, encontrando formas de nos mantermos ligados à vida, à felicidade, às batalhas diárias que nos dão incentivo a continuar.
18 meses meu amor!
Em que há já, algum tempo a dor tomou conta do nosso caminhar.
18 meses de saudade pura, dura e crua sem hipótese de ripostar.
A morte não deixa!
A vida não permite!
A força exige que não deixemos ficar esquecido o teu sorriso, o teu rosto e a tua essência enquanto um ser maravilhoso que entrou nas nossas vidas para brilhar.
E que brilho tu tens Pedro!
Sinto-me a cada momento, e sei que quando estás perto, o meu coração estremece de tristeza e emoção.
Amo-te imenso Pedrocas!
Minha Rocha!
Meu coração!
Para sempre tua,
Para sempre meu,
Pedro do meu coração.

Com saudade,

A mãe do meu filho tem asas

Rute Reis Figuinha

O meu nome, Mãe.
Sou uma mãe de três filhos em que dois vivem comigo no plano terrestre e o mais velho de apenas 18 anos e 364 dias resolveu ir viver para o plano espiritual o resto da minha vida.
Somos uma família de cinco e seremos para todo o sempre.

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2 Comments

  1. Do que seu filho faleceu vc tem.um.modo de me ajuda a me desfazer das coisa que tenho só meu filho que faleceu ele era um bebezão especial que partiu com 27 anos mais totalmente depende de de mim e me deixo um vazio

  2. Fátima Pereirinha says:

    Olá Rute
    Comecei a ver a sua história de vida, e não mais consegui descolar do ecrã. Por várias situações, primeiro a proximidade de idades dos nossos filhos, os meus tem 21 e 19 anos, o que nos desperta desde logo mais interesse, e depois pela dor da perda de um irmão, que constatei toda a minha vida, nos meus pais. Foi diferente, na medida em que a perda do meu irmão foi causada por um atropelamento, quando ele tinha 8 anos e era filho e neto único, mas o desfecho da dor e sofrimento de quem fica, é exatamente igual. Eu nasci depois, no ano seguinte, por isso no seio dessa perda, e convivi sempre com essa dor ao ponto de amar o meu “mano” tal qual tivesse convivido com ele. Ainda hoje 52 anos depois. Parece muito tempo, mas ainda hoje sinto o sofrimento dos meus pais. E tudo o que a Rute disse é verdade e revi-me. Tal como o seu David teve que lhe chamar a atenção, de que precisava do seu espaço, também por vezes eu precisei desse espaço que a superproteção não me permitia. E quem felizmente, não conhece estas realidades, deve achar-me doida, mas a realidade é que eu dou por mim a ter saudades de alguém que não conheci. Mas a principal razão do meu comentário, é para lhe dar os maiores PARABÉNS, pelo seu testemunho e por este blog, que conheci agora. Muita força para si, os seus filhos e o seu marido. Bem haja.

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